19/04 Reunião: Implantação ERP Sienge, Mapeamento de Processos da Costal e Estratégia de IA

meeting

Data: 2026-04-17 Participantes: Igor Reginato (Speaker 1), Rafael Rossetto (Speaker 2), Marcos Eduardo (Speaker 3) Local: Remoto (Zoom) Empresa: costal colliers


Itens de Ação

  • @[Igor Reginato] - Enviar o material de processos e organograma mapeado para Rafael e Marcos — [Sem data definida].
  • @[Igor Reginato] - Compartilhar contato (e-mail e WhatsApp) com Marcos Eduardo — [Sem data definida].
  • @[Marcos Eduardo] - Estudar o material de processos enviado por Igor para avançar no mapeamento do que o Sienge cobre vs. o que falta — [Sem data definida].
  • @[Equipa] - Marcar próxima reunião com Pedro Villa e Blaschke para devolutiva de arquitetura — [Sem data definida].

Decisões Chave

  • A IA não será um terceiro pilar de sistema isolado, mas sim uma camada horizontal que opera dentro dos ambientes já definidos (ERP Sienge + Microsoft 365), como “robôs” atuando sobre as plataformas existentes.
  • O ERP Sienge é a prioridade absoluta e a coluna vertebral da operação — tudo que o Sienge não cobrir será construído ao redor dele, não antes dele.
  • A boa prática de mercado adotada para orçamentação é: orçar no Excel durante o processo comercial e carregar apenas o resultado final no Sienge como linha de base de controle — evitando retrabalho de conversão para o formato do cliente.
  • A construtora Costal parte de uma folha em branco (“empresa virgem”), o que é tratado como vantagem estratégica: permite importar as melhores práticas do mercado sem legado, adaptando apenas o necessário para o “mundo Costal”.
  • A definição da estrutura da empresa segue 3 camadas: (1) processos, (2) organograma orientado à automação/terceirização, (3) governança corporativa documental.

Minuta Detalhada

[00:00-01:19] A reunião se inicia com apresentações informais e Igor abre o contexto estratégico: a construção civil é o setor mais atrasado e, por isso, o mais rico em oportunidades.

  • Igor se apresenta como entusiasta de tecnologia com background em mecatrônica, engenharia de produção e civil. Descreve a construção civil como “o setor mais rudimentar” e que “mais mata no mundo” — mas enxerga como “mar de oportunidades para se destacar hoje”.
  • Dois indicadores de oportunidade: (1) overhead médio de mercado entre 10% e 12% sobre um mercado estimado em trilhões de reais — qualquer ganho de eficiência representa uma escala gigantesca; (2) indefinição de escopo, que na construção é mais cara do que em tecnologia, pois não se pode “rotacionar um prédio meio grau” no meio da execução.
  • Igor menciona que Pedro Villa havia prometido resultados expressivos: “Se a gente conseguir metade do que você tava prometendo, cara, a gente vai dominando o mercado com a absoluta.”

[01:19-05:54] Marcos Eduardo apresenta sua perspectiva sobre processo vs. ferramenta e abre o tema da implantação do Sienge.

  • Marcos, com 52 anos e carreira que começa antes dos microcomputadores, observa que com a explosão de agentes de IA cada vez mais pessoas querem a ferramenta sem pensar no processo antes — e é exatamente isso que quer corrigir com Igor.
  • Marcos afirma que overhead humano em processos repetitivos não é apenas caro: é um fator de risco, pois o ser humano erra e, em alguns casos, frauda. Remover o componente humano de certos controles ganha velocidade e integridade simultaneamente.
  • Igor corrobora com exemplo de obras públicas: em toda sua carreira, a fraude representava no máximo 7% das perdas — o restante era pura ineficiência. “Tira a fraude, vamos esquecer a fraude: ainda é eficiência que mata.”

[05:54-09:36] Igor e Marcos alinham o princípio fundamental: processo primeiro, ferramenta depois — e a máxima “robô não dá martelada”.

  • Igor descreve sua formação na indústria japonesa, onde processo é sagrado. Cita a filosofia aprendida na faculdade de mecatrônica: “Robô não dá martelada” — não adianta automatizar um processo ruim porque a automação vai multiplicar o erro em velocidade industrial.
  • Marcos complementa com o corolário: “Shit in, shit out na velocidade da luz” — a IA potencializa o problema, não resolve.
  • Igor reforça: “A gente solotizava aquilo que funcionava bem na mão. Se funciona bem no papel, vai funcionar bem na automação.”
  • Marcos afirma que quer começar o trabalho discutindo processo, antes de qualquer customização do Sienge.

[09:36-16:02] Igor apresenta a história da decisão pelo ERP Sienge e sua visão de coluna vertebral: do comercial ao faturamento.

  • Igor passou um ano brigando internamente para que a Colliers tivesse um ERP. A Colliers utilizava apenas o Microsoft Dynamics para emissão de nota fiscal (relacionado ao Canadá) — o que Igor considerava insuficiente.
  • Visão de ERP na sua essência: “ele conecta desde o comercial, quando a gente formaliza uma proposta, passa pelo processo de produção do serviço, entrega, e isso transforma financeira e contabilmente” — com espinhas de peixe de RH e suprimentos ao longo do caminho.
  • Rejeição ao SAP: altamente customizável, mas com custo e prazo “absurdamente altos”. Igor optou pelo Sienge como SaaS especializado em construção civil com melhor custo-benefício de mercado.
  • Principal dor anterior com Sienge: não era possível apontar o Power BI direto para o banco de dados, que “era deles, mesmo o dado sendo meu.” Limitação resolvida nas versões recentes.
  • O contrato com a Costal foi assinado após 5 meses. Um kickoff foi realizado mas a implantação está parada aguardando definição do apoio do time Anouk/Marcos.
  • Key Decision: O ERP Sienge é a prioridade absoluta e a coluna vertebral da operação — tudo que o Sienge não cobrir será construído ao redor dele, não antes dele.

[16:02-27:07] Igor apresenta a arquitetura de sistemas em 3 pilares — e Marcos reposiciona a IA como camada horizontal, não pilar separado.

  • Pilar 1 — Sienge: tudo que for processo de negócio core da construtora.
  • Pilar 2 — Microsoft 365: Power Automate para fluxos de aprovação (ex: orçamentos), Microsoft Lists como substituto temporário de CRM (com mais flexibilidade que o RD Station atual), SharePoint/Teams como ECM e plataforma de comunicação.
  • Pilar 3 — IA (reposicionado por Marcos): Marcos corrige o frame — a IA não é um terceiro pilar separado, mas uma camada horizontal que age dentro dos outros dois, como “robôs que entram e trabalham dentro do ambiente que você definiu.”
  • Key Decision: A IA não será um terceiro pilar isolado, mas uma camada horizontal que opera dentro dos ambientes Sienge + Microsoft 365.
  • CRM atual: RD Station pago a R$ 5.000/mês para toda a Colliers, sem métricas satisfatórias de taxa de conversão ou custo de aquisição. Igor iniciou uso do Microsoft Lists para gestão do funil com mais granularidade. Ainda avaliando outra ferramenta com integração nativa com Outlook para gestão de comunicação.

[27:07-39:46] Igor detalha o processo comercial completo — da prospecção à assinatura — e aponta a orçamentação como a maior dor estratégica da empresa.

  • Processo comercial: Prospecção → Proposta Técnica Comercial → Negociação Comercial e Contratual → Assinatura de Contrato (Marketing como suporte institucional paralelo).
  • Ponto crítico da orçamentação: Igor cita diretora de empresa benchmark que dizia “meu departamento tem o trabalho mais difícil da empresa” — e ninguém discordava, pois orçar alto demais perde o contrato; orçar abaixo gera prejuízo inevitável. A margem de sucesso é muito restrita.
  • O maior gasto de tempo na orçamentação não é o custo unitário, mas o levantamento e mapeamento de requisitos: análise de projetos e memorials descritivos (que exige 5 engenheiros + 3 técnicos de segurança), estimativa de duração para dimensionar o indireto, equalização de propostas de fornecedores (ex: 3 cotações para ar-condicionado). Esse conjunto consome 99% do tempo.
  • Validação paramétrica pós-levantamento: cruzar o orçamento com dados históricos para verificar se itens foram esquecidos no memorial e se os custos unitários batem com as propostas de fornecedores — Igor já identificou erros nesse ponto.
  • Key Decision: A boa prática de mercado para orçamentação é: orçar no Excel durante o processo e carregar apenas o resultado final no Sienge como linha de base.
  • Fluxo de aprovação atual: processo ineficiente via Microsoft Lists + prints de planilha. Igor deseja formalizar com Power Automate: gerente de construção → gerente de orçamentos → Igor (acima de certo threshold). A ferramenta já existe, mas precisa de customização.
  • Gestão de mudanças (change orders): Igor cita obra do Nubank de R$ 30 milhões na Leopoldina com mais de 200 change orders. Clientes aceitam bem alterações de escopo mas não percebem os impactos indiretos. Exemplo: pedido de 50 m² extra de carpete gera nova importação, frete, equipe em campo por mais uma semana — custo unitário pode triplicar. “Aqui as empresas normalmente se perdem na construção civil.”

[39:46-50:07] Igor detalha fases de execução e encerramento, e aponta lições aprendidas como o maior problema não resolvido do setor.

  • Após comercial: Iniciação e Planejamento (licenciamentos documentais, prefeitura, ambiental), Mobilização (contratações locais, aquisições de materiais e serviços), Produção e Coordenação de Obra, Controle de Qualidade, SST, Gestão Financeira, e Encerramento com data-book (as-built, projetos revisados, desmobilização).
  • Controle de recebimento de materiais: Igor propõe cruzar especificação técnica da nota fiscal com o que foi contratado. Exemplo: fornecedor entrega eletroduto leve (mais barato) em vez do galvanizado pesado especificado. “Já dificulta a vida do espertão.”
  • SST como risco financeiro oculto: empresas são penalizadas por documentação de EPI não entregue. Funcionário que se machuca e alega não ter recebido EPI pode processar a empresa.
  • Lições aprendidas — o maior problema não resolvido: Igor tem 20 anos de experiência e nunca viu uma empresa resolver isso de forma consistente. A GM registrava lições mas não conseguia resgatá-las — “era pior do que não ter registrado.” Igor já tentou ameaça, processo e ferramentas — nunca funcionou. Sua aposta: agentes de IA podem ser suficientemente disciplinados para ler o histórico e trazer alertas de risco automaticamente. “Talvez a inteligência artificial vai conseguir porque o ser humano definitivamente não conseguiu.”

[48:00-52:01] Igor apresenta o organograma orientado à automação e a reunião encaminha para os próximos passos.

  • Igor estruturou a empresa em 3 camadas: (1) mapeamento de todos os processos (do comercial ao encerramento); (2) organograma com diretriz “tudo que puder automatizar, automatiza; tudo que puder terceirizar, terceiriza; o que não puder, fica dentro de casa”; (3) governança corporativa documental que sustenta tudo.
  • No organograma, Igor identificou: agentes de IA por função, pessoal interno e terceiros — incluindo correlações entre agentes (ex: agente de prospecção também serve ao orçamentista).
  • Key Decision: A definição da estrutura da empresa segue 3 camadas: processos, organograma orientado à automação/terceirização, governança corporativa.
  • Action Item: @[Igor Reginato] - Enviar o material de processos e organograma mapeado para Rafael e Marcos.
  • Marcos propõe como próximo passo: mapear o que no “organograma aranha” está coberto pelo Sienge vs. o que não está — antes de conversar com Blaschke.
  • Action Item: @[Marcos Eduardo] - Estudar o material de processos enviado por Igor para avançar no mapeamento do que o Sienge cobre vs. o que falta.

[51:29-53:03] Encerramento: troca de contatos e agendamento da próxima reunião.

  • Rafael confirma disponibilidade de agenda para continuar com Pedro Villa após essa call.
  • Igor fornece WhatsApp e solicita e-mail de Marcos. Marcos passa o WhatsApp: 11 9 7542 4249.
  • Action Item: @[Igor Reginato] - Compartilhar contato (e-mail e WhatsApp) com Marcos Eduardo.
  • Action Item: @[Equipa] - Marcar próxima reunião com Pedro Villa e Blaschke para devolutiva de arquitetura.

Documentos de Referência

Material enviado por Igor Reginato e extraído em 17/04/2026 — base para o trabalho conjunto discutido nesta reunião.


Ata elaborada por: Rafael Rossetto