1. Origem do orçamento (fora do Sienge)

O orçamento detalhado normalmente é construído em:

  • ferramentas especializadas (ex.: Excel avançado, sistemas de orçamento)

  • ou sistemas próprios da construtora

Contendo:

  • composições (insumos + serviços)

  • quantitativos

  • estrutura analítica (WBS)

👉 Aqui o Sienge não atua bem

2. Integração com o Sienge

O que é integrado (via API, carga ou interface):

  • centros de custo

  • valores orçados

  • estrutura da obra (em nível gerencial)

  • eventualmente insumos principais

👉 Resultado:

  • o orçamento entra como baseline financeiro da obra

3. Execução dentro do Sienge

A partir daí, o Sienge assume:

  • gestão de suprimentos

  • contratos e medições

  • contas a pagar

  • controle financeiro

👉 Tudo vinculado ao orçamento importado

4. Controle e acompanhamento

O sistema passa a controlar:

  • previsto vs comprometido vs realizado

  • saldo por centro de custo

  • desvios financeiros

Esse é o ponto mais forte

5. Tratamento de alterações

Mudanças são tratadas como:

  • revisões de orçamento

  • aditivos contratuais

Mantendo rastreabilidade e controle

✔️ O que o Sienge FAZ bem nessa integração

✅ Controle financeiro rigoroso

  • evita estouro de orçamento

  • garante rastreabilidade

✅ Integração com suprimentos

  • compras sempre vinculadas ao orçamento

  • contratos controlados por centro de custo

✅ Execução operacional

  • transforma orçamento em:

  • pedidos

  • contratos

  • pagamentos

✅ Governança

  • histórico de alterações

  • base confiável para auditoria

❌ O que o Sienge NÃO faz (ou faz mal)

❌ Construção detalhada de orçamento

  • composições complexas

  • engenharia de custos

  • simulações

👉 isso deve estar fora

❌ Simulação de cenários

  • “e se mudar o projeto?”

  • “impacto antes da decisão?”

👉 não é nativo

❌ Planejamento avançado

  • curva S sofisticada

  • integração forte com cronograma físico (tipo MS Project/Primavera)

❌ Gestão estruturada de mudanças

  • workflow completo de change request

  • análise preditiva

❌ Integração semântica rica

  • ausência de modelo de dados mais flexível

  • dificuldade em lidar com estruturas muito dinâmicas

Síntese arquitetural (no seu padrão)

O modelo ideal é:

[ Sistema de Orçamento / Engenharia de Custos ]

                ↓

        (integração)

                ↓

        [ SIENGE - Núcleo Transacional ]

                ↓

   [ Suprimentos | Financeiro | Contratos ]

                ↓

      [ Data Lake / Analytics / IA ]

Leitura estratégica (muito importante)

👉 O Sienge deve ser tratado como:

  • “Sistema de execução e controle”

  • e não como:

  • sistema de engenharia de custos

  • nem sistema de decisão

Quando se tenta usar o Sienge para tudo:

  • surgem:

  • retrabalho

  • perda de produtividade

  • inconsistências

Conclusão final

👉 Ele integra bem o orçamento para execução
👉 Controla muito bem o uso do orçamento
👉 Mas não é adequado para construir, simular ou decidir o orçamento

Sim. Segue uma versão estruturada.

Integração do SIENGE com orçamento de obra

1. Papel correto do SIENGE

O SIENGE deve ser tratado como:

Sistema de execução, suprimentos, contratos, financeiro e controle do orçamento aprovado.

Não deve ser tratado como:

Sistema principal de engenharia de custos, simulação e elaboração detalhada do orçamento.

A própria documentação pública do Sienge confirma que suas APIs são voltadas a integrações transacionais, com registros e operações pontuais entre sistemas.  

2. Fluxo geral do processo

Projeto / BIM / Engenharia

        ↓

Sistema de Orçamento da Obra

        ↓

Orçamento aprovado / autorizado

        ↓

Integração com SIENGE

        ↓

Suprimentos / Contratos / Medições / Financeiro

        ↓

Controle previsto x comprometido x realizado

        ↓

Data Lake / BI / IA / Relatórios Executivos

3. Entradas de dados no SIENGE

A. Dados da obra

Entram no SIENGE:

  • código da obra;

  • nome da obra;

  • empreendimento;

  • centro de custo;

  • fase ou etapa da obra;

  • responsável;

  • datas previstas.

B. Dados do orçamento aprovado

Entram no SIENGE:

  • orçamento autorizado;

  • versão do orçamento;

  • itens orçamentários consolidados;

  • valores por centro de custo;

  • quantidades principais;

  • unidades de medida;

  • classificação contábil/financeira;

  • vínculo com contrato, obra ou empreendimento.

C. Dados para suprimentos

Entram no SIENGE:

  • necessidades de compra;

  • materiais previstos;

  • serviços contratáveis;

  • fornecedores;

  • solicitações de compra;

  • parâmetros para cotação;

  • limites orçamentários.

Há documentação pública específica indicando API para solicitações de compra no Sienge, inclusive com observação importante: solicitações geradas via API são registradas automaticamente como autorizadas, o que exige cuidado no desenho do fluxo de aprovação externo.  

D. Dados de contratos e medições

Entram no SIENGE:

  • contratos de fornecedores;

  • contratos de empreiteiros;

  • escopo contratado;

  • medições;

  • notas fiscais;

  • parcelas;

  • vencimentos;

  • aditivos.

4. Saídas de dados do SIENGE

A. Execução financeira

Saem do SIENGE:

  • valores comprometidos;

  • valores realizados;

  • contas a pagar;

  • pagamentos efetuados;

  • saldo orçamentário;

  • desvios por centro de custo.

B. Suprimentos

Saem do SIENGE:

  • solicitações de compra;

  • cotações;

  • pedidos de compra;

  • contratos emitidos;

  • fornecedores contratados;

  • status de entrega;

  • valores negociados.

C. Controle da obra

Saem do SIENGE:

  • previsto x realizado;

  • previsto x comprometido;

  • saldo por etapa;

  • custos por centro de custo;

  • histórico de alterações;

  • aditivos;

  • medições aprovadas.

D. Dados para BI / Data Lake / IA

Saem do SIENGE:

  • histórico financeiro da obra;

  • desempenho de fornecedores;

  • curva de custos;

  • desvios orçamentários;

  • indicadores de compras;

  • indicadores de contratos;

  • base para painéis executivos.

5. O que o SIENGE faz bem

  • Controla orçamento aprovado;

  • gerencia suprimentos;

  • vincula compras ao orçamento;

  • controla contratos;

  • registra medições;

  • controla contas a pagar;

  • acompanha previsto, comprometido e realizado;

  • dá rastreabilidade financeira e contratual;

  • apoia governança e auditoria.

6. O que o SIENGE não faz bem

  • Elaborar orçamento detalhado de engenharia;

  • montar composições complexas de custos;

  • fazer simulações de cenários;

  • comparar alternativas técnicas de obra;

  • fazer orçamento 5D avançado a partir de BIM;

  • tratar mudanças de projeto de forma analítica;

  • decidir impacto técnico antes da aprovação;

  • substituir uma ferramenta especializada de orçamento.

7. Conclusão arquitetural

A arquitetura correta é:

Orçamento nasce fora do SIENGE.
Orçamento aprovado entra no SIENGE.
SIENGE executa, controla e registra.
BI/Data Lake/IA analisam os resultados.

Em uma frase:

O SIENGE não deve ser o “cérebro de engenharia de custos” da construtora; deve ser o “sistema oficial de execução e controle financeiro-operacional da obra”.

**

Ver também