Reunião — Igor: revisão tripla de specs (Slack assíncrono · 05/05)

costal orcamentacao planejamento rfp atlas governanca discovery-async

Segunda sessão assíncrona entre Igor Reginato e o agente Axios no canal #anouk-costal (C0B1B5VEZK3). Após a revisão de 03/05 (apenas Orçamentação), Igor revisou desta vez três specs em paraleloorcamentacao-spec (complementar), rfp-contratos-discovery-prep e planejamento-discovery-prep. Pedro participou da abertura validando o método e convidando a revisão.

Esta nota é a leitura curada e canônica desses inputs. A consolidação bruta vive em consolidado bruto.


0. Enquadramento

ItemValor
QuemIgor Reginato (MD Costal) — Axios — Pedro Villa (abertura)
OndeSlack canal #anouk-costal (C0B1B5VEZK3)
Quando2026-05-05, 10:22 → 14:59 BRT (sessão prolongada de ~4h35)
Material revisado(a) orcamentacao-spec AS-IS v2 (complementar à 03/05) · (b) rfp-contratos-discovery-prep · (c) planejamento-discovery-prep
NaturezaRevisão linha-a-linha em três frentes paralelas — Igor leu e devolveu refinamentos materiais
Ritual confirmadoIgor validou explicitamente o método: revisão assíncrona Slack → meeting note canônica → propagação para spec/decisões/riscos/tasks

Por que isso importa: segunda iteração consecutiva consolidando o modelo de homologação assíncrona com Igor. As contribuições continuam vinculantes para evolução das specs.


1. Síntese executiva (8 pontos)

  1. Método validado e ritualizado. Igor confirmou que gostou da interação (“super fluído… retrovisor… quero só trabalhar assim agora”) e ofereceu a próxima onda de stakeholders para embarcar no canal: Leandro Delecrodio (Orçamentos), Laina Cavalcante (Suprimentos), Taiany Campioni (Prospecção).
  2. Codinome do agente irmão (DP-1): Igor propôs “Relay” — estagiário do Atlas. Sinal claro de adoção da Opção B (Atlas + agente irmão dedicado a fornecedores/equalização).
  3. Boundary Legal Costal definitiva: escritório Pierangeli com focal point Adriana Pierangeli (advogada). Tatiana Souza confirmadamente não atua na Costal. Escopo Pierangeli: contratos, NDAs, orientação jurídica, litígios administrativos/judiciais.
  4. Boundary papel comercial Costal: Tayani Campioni NÃO é Head Comercial. Hoje é única do comercial cobrindo demandas; cadeira de Head Comercial será ocupada futuramente. Igor faz comercial institucional. Brokers + rede Colliers + terceiros incentivados (programa de bônus) compõem originação distribuída.
  5. Convenção canônica para pendências: usar :warning: para destacar 3 tipos: _decisão pendente_, _hipótese_, _gap de informação_. Aplicar em todas as specs.
  6. Orçamentação — 6 inputs estruturais novos: Atlas para parceiros, padronização para acelerar aprendizado paramétrico, take-off CAD/BIM como análise híbrida, acoplamento Obras/Suprimentos com tabelas paramétricas combinadas com fornecedores-chave, rastreabilidade obrigatória, GAPs e sobreposições de escopo entre fornecedores.
  7. Modelo de capacidade orçamentária (refutação H10): equipe Costal hoje = 2 orçamentistas; entrada inicial de 1 orçamentista MEP; driver de dimensionamento = Meta de faturamento anual / Taxa de conversão = Volume a orçar; HH por tipologia (Logístico, Industrial, Infraestrutura, Saúde, Interiores Corporativos, Data Centers); distinções Greenfield × Retrofit ocupado/desocupado, com/sem projetos, com/sem as built.
  8. Planejamento — revisão profunda em 10 dimensões: sucesso de projeto em 2 níveis e 6 dimensões; EAP/WBS por frentes (não fases) com regra de granularidade PMBoK (metade-ao-dobro do intervalo de medição); cronograma em 3 camadas de representação (macro/executivo/micro) + cronograma de suprimentos derivado; sequenciamento (FF/SF/SS/FS + lags + calendário); alocação capacidade teórica × executável; baseline + comunicação contratual obrigatória; medição física como dor estrutural; fluxo de caixa pari passu; replanejamento como recomposição sistêmica (não só ajuste de prazo).

2. Inputs estruturais — Orçamentação (complementar à 03/05)

2.1 Agente “Relay” para parceiros e fornecedores-chave (DP-1 → Opção B sinalizada)

Igor: “Para termos um alto grau de eficiência, teremos que disponibilizar para os nossos parceiros e fornecedores-chave, algum tipo de recurso (agente) que também os ajude com este processo, pois a nossa dificuldade é exatamente a dificuldade deles com os seus respectivos fornecedores, valores, históricos, etc.”

Posteriormente nomeou: “Relay — estagiário do Atlas”.

Implicação: sinal forte de adoção da Opção B do DP-1 (Atlas + agente irmão). O agente irmão Relay seria transversal — atende parceiros/fornecedores-chave da Costal, além de potencialmente cobrir Compras Costal (independente da Colliers), CREMS Property/Facilities.

Promove a: DP-1 (sinal forte para Opção B + codinome proposto), atlas.md (header §pendências), nova task T-136.

2.2 GAPs e sobreposições de escopo entre fornecedores (CRÍTICO)

Lições aprendidas levantadas por Igor:

“Muitos orçamentos falham por conta de gaps nos orçamentos. O problema clássico:

  • O fornecedor do ar-condicionado orça os equipamentos e os serviços, mas não a alimentação elétrica entre o quadro elétrico e os equipamentos.
  • O fornecedor de elétrica orça os quadros e cabos, mas não orça a interligação dos equipamentos de ar-condicionado, alegando que não mexe com ar-condicionado.

Neste contexto, essa conta do GAP não é repassado para o cliente, que comprou uma solução completa (turn key) e a construtora acaba por arcar com esses custos.”

E o oposto:

“Não é tão comum como os pontos de GAPs de escopo de fornecedores, mas ocorre, que é exatamente o contrário, a sobreposição de escopo, duas empresas para executar a mesma coisa. Apesar de ser possível de negociar isso durante a execução, temos eventuais riscos de litígios por redução de escopo contratual, mas o principal ponto é apresentarmos um preço para o cliente de um escopo superestimado por sobreposição de partes do escopo.”

Implicações Atlas:

  • Detecção de GAPs entre escopos cotados: Atlas precisa cruzar memorial técnico × somatório dos escopos cotados; alertar quando interfaces técnicas (alimentação elétrica de equipamento HVAC, estruturação metálica vs civil, drywall vs forro, etc.) ficam órfãs entre fornecedores.
  • Detecção de sobreposições: mesmo serviço/material aparecendo em 2+ propostas → alerta de superprecificação.
  • Etapa de validação dual (§9a do spec): Scope Match precisa explicitamente cobrir interfaces técnicas, não só escopo macro.

Promove a: spec §6 (equalização) + §9a (Scope Match) + §10.2 (capacidades Atlas); R-025 e R-026 (novos).

2.3 Modelo de capacidade orçamentária (refuta H10 com profundidade)

Driver canônico: Meta de faturamento anual / Taxa de conversão = Volume total a ser orçado. Capacidade homem+máquina escala proporcionalmente.

Reforço inicial sinalizado: entrada de 1 orçamentista MEP (instalações mecânicas, elétricas, hidráulicas).

Modelo bidimensional de complexidade:

EixoVariantes
Tipologia da obraLogístico · Industrial · Infraestrutura · Saúde · Interiores Corporativos · Data Centers · etc.
Condição greenfield/retrofitGreenfield · Retrofit ambiente desocupado · Retrofit ambiente ocupado
Disponibilidade de projetoCom projetos · sem projetos
Disponibilidade de as builtCom as built · sem as built

Implicação: dimensionamento da equipe não pode ser por benchmark genérico — precisa de taxonomia de complexidade que combine tipologia + condição + disponibilidade documental, com indicador de HH por tipo.

Promove a: spec §1 (contexto) + nova §15 expandida (telemetria com KPIs por tipologia/condição), nova definição em DEFINICOES.

2.4 Take-off CAD/BIM como análise híbrida

“Arquivos 2D não carregam consigo as propriedades do projeto em si… Já a modelagem 3D, teoricamente, possui propriedades… Mas isso nem sempre é uma verdade. Além disso, temos os problemas dos clashs (interferências). O orçamentista vai identificar tudo isso? Com absoluta certeza não, mas entendo que deve ser uma análise híbrida de homem + máquina, para termos um cruzamento e validação dos dados. Talvez até estudar uma etapa predecessora onde um projetista analise os projetos previamente e informe o orçamentista e o sistema o que pode e o que não pode ser considerado.”

Implicação: capacidade “Take-off automático CAD/BIM” do Atlas (status no spec atual) ganha definição: híbrida com etapa predecessora opcional de revisão por projetista, não automação cega.

Promove a: spec §10.2 (capacidades Atlas — refinar status), nova G-048.

2.5 Acoplamento Suprimentos × Atlas — tabelas paramétricas com fornecedores-chave

“Quanto a suprimentos, um grande ganho que temos em desenvolver parceiros e fornecedores-chave é combinarmos (previamente) tabelas de preços, sejam estes unitários ou paramétricos vinculados a área/volume/comprimento/etc. De tal maneira que reduza consideravelmente a necessidade de acessos aos fornecedores.”

Implicação: evolução natural do princípio de disparo precoce (§7.1 do spec). Com fornecedores-chave, Atlas pode pré-popular cotação a partir de tabelas paramétricas combinadas, reduzindo ciclo de cotação tradicional.

Promove a: spec §7.1 + §10.5 (acoplamento), nova capacidade Atlas.

2.6 Rastreabilidade obrigatória de inputs e diálogos

“Um ponto muito importante aqui é o registro e rastreamento das informações de inputs para a orçamentação, bem como o tracking de todos os diálogos e premissas adotadas no orçamento. Garantindo rastreabilidade e que as premissas adotadas ou sejam sanadas as dúvidas durante as etapas de perguntas & respostas com os clientes (se existir) ou simplesmente serem incorporadas à proposta técnica-comercial, de tal maneira que fiquemos resguardados por eventuais interpretações tendenciosas a favor da outra parte.”

Implicação: Atlas precisa de trilha de auditoria completa — quem perguntou, quem respondeu, qual premissa foi assumida, quando, com base em quê. Não opcional.

Promove a: nova capacidade Atlas (Rastreabilidade), spec §10.2.

2.7 Industrialização da dor D1 (Levantamento manual)

“Quanto a dor D1 — temos que entender processualmente: quem faz o levantamento? quem orça? quem fala com os parceiros e fornecedores? quem monta o orçamento? Pode ser que aqui encontramos a solução, deixando de ser um processo artesanal para tornar-se um processo mais industrializado, especializado… muito mais fácil de automatizar etapa a etapa.”

Implicação: desmontar a unidade de automação. Atlas não é “um agente que faz o orçamento” — é uma esteira industrializada com etapas especializadas, inputs estruturados e handoffs rastreáveis.

Promove a: spec §3 (fluxo) + §10 (arquitetura Atlas), nova hipótese de produto.

2.8 Convenção de notação :warning:

Igor pediu destaque visual para pendências. Ficou definido:

MarcadorSignificado
:warning: _decisão pendente_O sistema/processo ainda precisa de definição
:warning: _hipótese_Proposta ainda não confirmada
:warning: _gap de informação_Falta dado para decidir

Aplicar em todas as specs Costal.

Promove a: STYLE-GUIDE.md, propagar nas specs.


3. Inputs estruturais — RFP/Contratos

3.1 Sourcing multicanal — plataformas de procurement

Plataformas a avaliar como fontes de oportunidade:

  • Ariba (SAP)
  • Coupa
  • Jaggaer
  • Zycus
  • Mercado Eletrônico
  • Linkana
  • Oracle Procurement (NetSuite / Cloud)
  • Ivalua
  • GEP Smart
  • HICX
  • Nimbi (importante no mercado brasileiro — Igor adicionou explicitamente)

Promove a: spec rfp-contratos §1 (Sourcing), nova decisão de produto (DP-5? — escopo de monitoramento de plataformas).

3.2 Dor central de sourcing

“A principal dor aqui é perdermos algo por desconhecimento de que aquela oportunidade está viável. Chegarmos tarde demais ou nem chegarmos.”

4 modos de falha: (1) não ficamos sabendo · (2) ficamos sabendo tarde · (3) sabemos mas sem tempo de mobilizar · (4) gastamos esforço com oportunidade pouco aderente.

Implicação: capacidade central do agente de sourcing (eventual agente futuro) é detecção tempestiva + qualificação inicial + priorização por aderência estratégica, não só monitoramento.

3.3 Boundary papel comercial — Tayani não é Head Comercial

Estado atual:

  • Taiany Campioni cobre as demandas comerciais internas hoje, mas não representa ainda a cadeira formal de Head Comercial
  • Igor atua no comercial institucional
  • Brokers + rede Colliers funcionam como canal de originação
  • Existe programa de remuneração (bônus) para brokers parceiros e terceiros que tragam negócios

Modelo alvo: ocupação futura da cadeira de Head Comercial; redistribuição entre originação, triagem, relacionamento e negociação.

Promove a: spec rfp-contratos §2.4 (papéis), perfil taiany-campioni (nota explícita).

Confirmação definitiva (refuta a presença de Tatiana Souza no spec):

“O responsável pela análise Jurídica NÃO será a tatiana-souza, ela não fará parte da COSTAL. Ela é diretora de Legal, Compliance e Compras exclusivamente da Colliers. Para a Costal contrataremos um escritório de Advocacia especializado em construção civil. Pretendemos contratar o escritório Pierangeli, sendo o nosso contato principal (focal point) a advogada Adriana-Pierangeli, que nos ajudará com todas as questões contratuais, NDAs, e eventuais litígios administrativos ou judiciais, bem como a orientação jurídica.”

Modelagem: Legal Costal = dependência externa crítica. Capacidades requeridas:

  • Acionamento formal
  • Trilha documental
  • SLA / tempo de resposta
  • Gestão de versões de minuta
  • Registro de pareceres, riscos e pendências

Promove a: spec rfp-contratos §2.4, criar perfil adriana-pierangeli, atualizar tatiana-souza reforçando boundary, nova D-033.


4. Inputs estruturais — Planejamento de Obras (REVISÃO PROFUNDA)

4.1 Sucesso de projeto — 2 níveis e 6 dimensões

Camada primária (sucesso essencial):

  1. Cumprimento do prazo (final + marcos intermediários)
  2. Custo dentro do estimado (preserva margem da Costal e atende combinado com cliente)
  3. Escopo entregue conforme padrões pactuados

Camada ampliada (sem falhas críticas):

  1. Sem conflitos graves entre as partes
  2. Segurança do trabalho — ausência de acidentes
  3. Sem exposição negativa relevante ao mercado / preservação do relacionamento comercial

Implicação para sistema: as 6 dimensões viram eixos monitoráveis com indicadores e alertas, não só definição conceitual.

4.2 EAP/WBS — por frentes, não fases (PMBoK)

Igor reprovou a estruturação por fases:

“A EAP / WBS deve ser feita com alguns critérios recomendados pelo PMBoK:

  • granularidade das tarefas e suas durações respeitando o critério de metade ao dobro do intervalo de apuração de avanço físico
  • decomposição principalmente por frentes (não por fases)
  • distinguindo hard logic (dependências obrigatórias) e soft logic (preferenciais/ajustáveis)”

Implicação: EAP/WBS é um dos blocos canônicos que sustentam tudo abaixo (sequenciamento, alocação de recursos, medição). Se está mal estruturada, todo o resto fica comprometido.

4.3 Cronograma em 3 camadas de representação (CRÍTICO)

“A timeline é a visão gerencial do projeto. O MS Project pertence quase exclusivamente ao engenheiro de planejamento — poucos têm licença, menos ainda sabem interpretar. A minha sugestão é gerarmos um planejamento por tempo determinado (1-2 semanas, máximo 1 mês) que sirva para colocar em posse dos operários (mestres, supervisores, encarregados, engenheiros de produção, segurança, etc.), a fim de que a linguagem nesse documento (micro-planejamento) — de fato — comunique o que esperamos que seja comunicado.

O cronograma é vivo e varia frequentemente em função de reprogramações, change orders, etc. Não adianta imprimir e fixar na parede e esperar que as pessoas leiam e entendam aquilo, que, por grande parte do tempo, certamente estará obsoleto.”

Camadas-alvo:

CamadaConteúdoPúblicoFerramenta provável
Macroplanejamento (timeline)Marcos, fases, datas-chave, restrições maioresDiretoria, cliente, gerênciaExcel · BI · timeline visual
Cronograma executivo (Gantt)Rede detalhada · caminho crítico · análise · reprogramaçãoEngenheiro de planejamentoMS Project · Primavera
Microplanejamento (operacional)Janela curta (1 dia / 1-2 semanas / 1 mês) · linguagem de campo · ação concretaMestres, supervisores, encarregados, engenheiros de produção/segurançaDocumento dinâmico · idealmente atualizado em tempo real

Hipótese de valor: “parte relevante do ganho não está em produzir um Gantt melhor, mas em converter o planejamento técnico em instrução operacional compreensível e atualizada para a ponta.”

→ Capacidade nativa do agente de Planejamento (Cronos? — codinome a definir): transformar cronograma em vistas adequadas por público e horizonte, dinamicamente.

4.4 Cronograma de suprimentos (artefato derivado obrigatório)

Output crítico do planejamento que não é o cronograma da obra em si:

“O cronograma de suprimentos deriva do planejamento atualizado de campo + informações dos fornecedores. O depto de suprimentos precisa ter essas informações atualizadas em tempo real, para não colocar antecipadamente materiais em campo (consumindo caixa, gerando estoque, ocupando área), nem atrasar insumos necessários.”

Equilíbrio crítico: entrega cedo demais (caixa + estoque + ocupação + risco perda) × entrega tarde (quebra sequência + espera de equipe + pressão prazo/custo).

Conteúdo mínimo: datas necessárias por insumo/pacote · janela ideal compra/entrega · lead time planejado vs real · alertas de antecipação excessiva · alertas de risco de falta · impacto em caixa e canteiro.

4.5 Sequenciamento — FF, SF, SS, FS + lags + calendários

Igor expandiu o tipo de relação além de FS/FF/SS:

  • FS (finish-start), SS (start-start), FF (finish-finish), SF (start-finish)
  • Lags / leads / latências quando aplicáveis
  • Calendário do projeto = input crítico (dias úteis, jornadas, restrições operacionais)
  • Calendário de recursos = capacidade real

Princípio: “uma rede tecnicamente correta ainda pode ser inexequível se calendário e disponibilidade real não forem considerados.”

4.6 Alocação de recursos — capacidade teórica × executável

“9 mulheres não fazem um filho em 1 mês.”

Camadas:

CamadaConteúdo
Capacidade teóricaCurva planejada de recursos
Capacidade executávelCurva viável operacionalmente
DetecçãoSuperalocação + compressão irrealista por reforço artificial
ReequilíbrioApós cada revisão relevante de cronograma

Implicação: evita o erro clássico de planejamento bonito no software e falso na obra.

4.7 Linha de base + comunicação contratual obrigatória

“A aprovação do cliente é exigida conforme os critérios descritos em contrato, mas independentemente disso, sempre que houver um adiamento de fase intermediária ou principalmente da fase final, o cliente precisa ser comunicado formalmente sobre este evento, pois isso demandará um aditamento contratual quanto a repactuação de prazo. Caso contrário, abrirá brecha para litígios e multas contratuais por atraso.”

Capacidades requeridas:

  • Detecção de desvio com impacto contratual
  • Classificação de criticidade do atraso
  • Trilha de comunicação formal (data, conteúdo, destinatário)
  • Vínculo entre evento de planejamento e ação contratual
  • Registro para proteção contra litígio / multa

4.8 Medição física — dor estrutural

“Aqui temos um dos maiores desafios da construção civil. Fazer a medição física em si não é difícil, mas apurar em campo os respectivos avanços normalmente custa muito caro. Seja feito através de apontadores… Temos que pensar em algum processo ou tecnologia que traga dinamismo e redução de custo para este processo, que é cíclico do primeiro ao último dia do projeto.”

Frentes de desenho:

  • Reduzir custo de apontamento/evidência
  • Padronizar como avanço é capturado
  • Aumentar frequência sem aumentar proporcionalmente o esforço
  • Melhorar rastreabilidade da evidência
  • Reduzir dependência de WhatsApp e coleta dispersa

Promove a: R-027 (novo) — medição física como dor estrutural recorrente; G-049 (definição da combinação processo+tecnologia para evidência de campo).

4.9 Fluxo de caixa pari passu — interconectado

Pari passu = dinheiro entra antes de dinheiro sair, sempre que possível.

Interconexões obrigatórias do fluxo de caixa do projeto:

  • Contrato: regras de medição, faturamento, retenção, marcos, prazos de pagamento/recebimento
  • F&OP / Planejamento financeiro: gestão consolidada de exposição de caixa
  • Suprimentos: alinhamento de negociações e desembolsos com dinâmica de recebimento

Diretriz operacional: “sempre que possível, a estratégia de suprimentos deve buscar condições de contratação e pagamento alinhadas ao ciclo de recebimento do contrato, reduzindo desembolso antecipado pela Costal.”

4.10 Replanejamento — recomposição sistêmica (não só ajuste de prazo)

Ajuste conceitual crítico de Igor:

“O replanejamento nunca é exclusivamente temporal (prazos), ele sempre envolve custos, equipes (histogramas de insumos), etc. Precisamos ter uma visão ampla, holística, mas principalmente sistêmica deste assunto.”

As 7 dimensões do replanejamento:

  1. Cronograma
  2. Histogramas / alocação de recursos
  3. Curva S
  4. Cronograma de suprimentos
  5. Fluxo de caixa
  6. Exposição contratual + necessidade de comunicação/aditivo
  7. Margem esperada e viabilidade executiva

Capacidade do sistema: propagar impacto entre camadas, mostrar efeitos cruzados, apoiar decisão entre alternativas de recomposição.

Princípio: “replanejamento = reequilíbrio sistêmico do projeto, não apenas ajuste de prazo.”

Promove a: spec planejamento §17 (Replanejamento), nova capacidade nativa do agente Cronos.


5. Mapa de promoção (onde cada peça aterrissa)

#InputAterrissa emTask
1Codinome “Relay” + sinal Opção BDP-1 (atualização) · atlas.mdT-136
2GAPs e sobreposições de escopospec orcamentação §6/§9a · R-025/R-026T-132
3Modelo de capacidade orçamentáriaspec orcamentação §1/§15 · DEFINICOEST-132
4Take-off CAD/BIM híbridospec orcamentação §10.2 · G-048T-132
5Tabelas paramétricas com fornecedores-chavespec orcamentação §7.1/§10.5T-132
6Rastreabilidade obrigatóriaspec orcamentação §10.2 (capacidades Atlas)T-132
7Industrialização da D1spec orcamentação §3/§10T-132
8Convenção :warning:STYLE-GUIDE.md + propagarT-137
9Sourcing multicanal + Nimbispec rfp-contratos §1T-133
10Dor central sourcingspec rfp-contratos §2.3T-133
11Tayani não é Head Comercialspec rfp-contratos §2.4 · taiany-campioni.mdT-133
12Pierangeli + Adriana Pierangelispec rfp-contratos §2.4 · adriana-pierangeli.md (novo) · D-033T-134
13Sucesso de projeto 2 níveis 6 dimensõesspec planejamento (sucesso)T-135
14EAP/WBS por frentes (PMBoK)spec planejamento (EAP)T-135
15Cronograma 3 camadas de representaçãospec planejamento (cronograma)T-135
16Cronograma de suprimentos derivadospec planejamento (output)T-135
17Sequenciamento FF/SF/SS/FS + lags + calendáriospec planejamento (sequenciamento)T-135
18Alocação capacidade teórica × executávelspec planejamento (alocação)T-135
19Baseline + comunicação contratual obrigatóriaspec planejamento (baseline) · R-028T-135
20Medição física como dor estruturalspec planejamento (medição) · R-027 · G-049T-135
21Fluxo de caixa pari passuspec planejamento (caixa)T-135
22Replanejamento como recomposição sistêmicaspec planejamento (replanejamento)T-135

6. Decisões pendentes — efeito sobre DP-1 e novos DPs

Sobre DP-1 (Atlas único × Atlas + agente irmão)

A revisão de Igor 05/05 inclina fortemente para Opção B (Atlas + agente irmão). Argumentos novos:

  • Igor propôs codinome explícito: “Relay” — estagiário do Atlas
  • Igor articulou claramente o problema-alvo do Relay: fornecedores-chave também precisam de assistência, sua dor é a dor do orçamentista mas no nível abaixo
  • Sinal de adoção transversal: Relay pode ser usado por parceiros/fornecedores (não só Costal interna), Compras Costal, e potencialmente CREMS

Recomendação: acelerar fechamento de DP-1 — a Opção B parece ter ganhado consenso operacional do MD. Próximo passo é validar com Antônio e Gabriel a viabilidade arquitetural.

Nova decisão pendente — DP-5

IDPerguntaOwnerPrazo
DP-5Escopo de monitoramento de plataformas de procurement (Ariba/Coupa/Jaggaer/Zycus/ME/Linkana/Oracle/Ivalua/GEP/HICX/Nimbi) — quais são prioritárias? Modelo é monitorar / capturar alertas / operar dentro? Há viabilidade técnica/comercial/jurídica para integração?Pedro + Igor + Tayanisprint-semana-4

Promove a: decisoes.md §pendentes.


7. Action items (tarefas geradas)

TaskTítuloOwnerPrazo
T-132Atualizar orcamentacao-spec.md com inputs Igor 05/05 (GAPs, capacidade, take-off híbrido, tabelas paramétricas, rastreabilidade, industrialização)Pedro + Antônioesta-semana
T-133Atualizar rfp-contratos-discovery-prep.md com inputs Igor 05/05 (Nimbi, papéis comerciais, dor sourcing)Pedroesta-semana
T-134Boundary Legal Costal — criar perfil Adriana Pierangeli + atualizar tatiana-souza + reforçar D-033Pedroesta-semana
T-135Evoluir planejamento-discovery-prep.md com inputs Igor 05/05 (sucesso 6 dimensões, EAP por frentes, cronograma 3 camadas, replanejamento sistêmico, etc.)Pedro + Antônioesta-semana
T-136DP-1 evolução — codinome “Relay” sinaliza Opção B; validar com Antônio/Gabriel viabilidade arquiteturalPedrosprint-semana-4
T-137Aplicar convenção :warning: (decisão pendente / hipótese / gap de informação) em STYLE-GUIDE.md e specsPedroesta-semana
T-138Embarcar próximos stakeholders no canal anouk-costal: Leandro Delecrodio, Laina Cavalcante, Taiany CampioniPedro + Igorsprint-semana-4
T-139DP-5 — escopo de monitoramento de plataformas de procurementPedro + Tayanisprint-semana-4

8. Ver também


Consolidado por Pedro Villa (com leitura curada do material registrado pelo Axios) em 2026-05-06, a partir da revisão assíncrona de Igor Reginato no Slack #anouk-costal (10:22 → 14:59 BRT, 05/05). Material vinculante: define direção de evolução das três specs (Orçamentação complementar, RFP/Contratos, Planejamento) e abre 2 novas decisões pendentes (DP-5) + reforça inclinação para Opção B em DP-1.