Q&A I.A.

08 de maio de 2026 5. Q&A para a sessão com “Orçamentos” Instrução para Antônio: usar como roteiro. As perguntas estão organizadas por bloco temático. Em cada bloco, começar pelas perguntas abertas e fechar com perguntas pontuais. Anotar respostas no template _templates/discovery-session.md — registrar fato vs hipótese vs premissa vs gap explicitamente. 5.1 Bloco A — Processo atual (mapeamento)

  1. Como você descreveria, em 3-5 minutos, o processo completo de um orçamento desde recebimento do projeto até entrega da proposta ao cliente (Pergunta aberta, deixar fluir)? Através de uma R.F.P., carta convite, indicação comercial ou solicitação direta do cliente, por intermédio do departamento comercial da Colliers, após análise prévia, havendo interesse no processo ou no cliente, é encaminhado a solicitação para orçamentos. Recebido, pelo orçamento, a solicitação, é feito a análise e identificado a data de entrega do processo e avaliando as demais demandas existentes, caso necessário indica-se que é necessário solicitar mais algum prazo ou segue-se com o processo. Faz então o levantamento de escopo e quantificação do mesmo em seguida pede-se a cotação para os fornecedores de cada disciplina, recebendo as propostas dos fornecedores faz-se a análise do recebido e é repassado para a planilha de orçamentos. Com os valores recebidos aplica-se o B.D.I. e faz o fechamento do número final a ser enviado para o cliente, em seguida formata-se o documento no formato de venda e encaminha-se o processo para o comercial. Quando necessário, também é montado um macro cronograma preliminar físico financeiro e a proposta técnica a ser enviada com conjunto com a proposta comercial, contudo na proposta técnica, faz-se os itens como plano de ataque, logísticas de obra, histograma, considerações e exclusões e encaminhado ao comercial para formatação final e complemento de informações.
  2. Qual é o tempo médio de fechamento de um orçamento hoje? Depende do porte? (pedir 3 exemplos recentes com prazo) Em média do recebimento da solicitação da proposta até a entrega tem-se levado 1 semana, ideal seriam 15 dias. Obras maiores e/ou “Green Field”, da terraplanagem a “chave na mão” levam mais tempo, em torno de 15 dias, devido ao volume maior de levantamento e respostas dos fornecedores. Exemplos que temos são a Logical IT com 1.200 m2, obra corporativa, Consórcio Sondotécnico com 1.300 m2, ambos andares corporativos, e orçadas em torno desta uma semana e a estimativa detalhada do Galpão do Guarujá, obra “do zero” que se levou em torno destas 2 semanas.
  3. Qual é a equipe típica envolvida em uma obra de porte médio (ex: R$ 30M)? Quantas pessoas por quanto tempo? Hoje temos 2 pessoas na equipe de orçamentos, dividimos os processos entre estas 2 pessoas e cada um orça o projeto completo. Para um processo de 30 milhões de reais, um processo maior, a princípio, devido ao valor indicado levar-se-ia em torno destas 2 semanas ficando dedicado ao processo.
  4. Quais são os 3 artefatos principais que você produz para cada orçamento? (planilha mestre? proposta? memorial de cálculo?) Temos a planilha base / mestre, as vezes tem-se o formato do cliente e é preciso fazer a correlação entre planilhas, temos também os levantamentos das quantidades com o memorial de cálculo (A parte ou na célula do item na planilha) e as propostas de mercado dos fornecedores de cada disciplina.
  5. Tem algum template de planilha padrão ou cada orçamentista faz o seu? Hoje, por enquanto, está sendo usado 2 modelos de planilhas, contudo, devemos montar um modelo único Colliers / Costal para que todos trabalhem nele, contudo, estamos aguardando a implantação do E.R.P. (Sienge) para podermos verificar as interfaces e assim podermos montar o modelo de forma a não termos que refazer alguma planilha.
  6. Qual é a sequência típica das etapas? Quais fazem em paralelo e quais dependem umas das outras? Dentro do processo de orçamentação, de maneira geral, as etapas são: A) Levantamento de escopo e quantificação (Caso não tenha planilha do cliente com estas informações já descritas) e/ou correlação entre planilhas cliente e base Colliers (Caso tenha-se planilha do cliente com as informações de escopo e/ou quantidades já descritas); B) Solicitação a mercado / fornecedores de proposta de valores / cotação para cada disciplina, conforme escopo e quantitativos levantados; C) Recebendo as propostas dos fornecedores, análise dos valores e escoo recebido e montagem de planilha de orçamentos de custo; D) Aplicação de B.D.I. e fechamento do número final; E) Montagem de macro cronograma preliminar físico financeiro e proposta técnica; F) Formatação do documento no formato de venda e encaminhamento para o comercial do Colliers; Em paralelo, pode-se montar a etapa E com as etapas B, C e D. 5.2 Bloco B — Ferramentas e dados
  7. Qual é a sua planilha mestre? Pode compartilhar uma anonimizada? Sim, segue anexo planilhas base modelo.
  8. Usam SINAPI, TCPO ou CUB? Qual é a tabela de preço mais consultada? Não usamos SINAPI, TCPO, CUB, FDE e etc, seguimos com valores de mercado / fornecedores e/ou valores referência de propostas anteriores de mesmo escopo.
  9. Têm base histórica de orçamentos anteriores? Está organizada onde? (SharePoint? Drive? Cada um tem a sua?) Hoje temos algum histórico na rede interna da Colliers referente as obras orçadas e fechadas até o momento.
  10. Quantos orçamentos “fechados” (vitoriosos + perdidos) estão acessíveis para consulta hoje? Sim, hoje está tudo na rede interna da Colliers.
  11. Usam ferramenta de cronograma (MS Project, Primavera, Excel com curva S)? Usa-se para montar um macro cronograma preliminar o Excell, pois nesse momento de orçamentação o cliente está preocupado com a data de início e fim e o previsto, mesmo que preliminarmente, de desembolso mensal.
  12. Têm uso de BIM ou take-off automatizado em algum projeto? Não há, hoje, BIM ou “Take off” automatizado para levantamento de quantidades, as vezes recebemos projetos, feitos provavelmente em BIM com a indicação das quantidades nas legendas e especificações de acabamentos, comumente, faz-se o levantamento item a item. Quando há projeto em .dwg, usa-se as ferramentas do CAD para levantamento, quando tem-se somente o .pdf, faz-se manualmente este levantamento.
  13. Como é a ferramenta de cotação? E-mail? WhatsApp? Portal? Tem histórico dos fornecedores? As solicitações são feitas formalmente por e-mail e usa-se o Whatsapp para cobrança da proposta e conversar com o fornecedor no referente a proposta. Asim, normalmente as respostas dos fornecedores vem por e-mail, mas algumas respostas vêm por Whatsapp e, particularmente, solicito o envio formal pelo e-mail. 5.3 Bloco C — Pontos de dor
  14. Onde você sente que perde mais tempo no processo? (pedir para ranquear top 3) No processo do maior tempo para o menos (Top 3):
  1. Levantamento de escopo e quantidades;
  2. Solicitação de cotações;
  3. Planilhamento de preções / cotações recebidas;
  1. Qual é o erro mais comum que você identifica em revisões? (Esquecer item do memorial? Compor mal? Referência errada?) Nas revisões equívocos mais comuns identificados são a falta de algum item do escopo ou troca de alguma informação do item que estava identificado em algum documento enviado pelo cliente (Memoriais, fichas / especificações técnicas, R.F.P. e etc.) e que não estava evidente em projetos.
  2. Já aconteceu orçamento fechado que virou prejuízo? Qual foi a causa raiz identificada? Que tenha ciência, já aconteceu prejuízo parcial em um item do escopo, mas coberto por outro e entre débitos e créditos, no final não ter um prejuízo no processo. As causas raízes foram:
  • Falta de alguma informação na orçamentação;
  • Informação existente em documento anexo do processo, não identificada em projeto e feito consideração equivocada na precificação;
  • Falta de projetos e uso de precisas para precificações;
  • Desatenção em algum detalhe de projeto e deixado o item “passar” sem identificar e precificar;
  1. Quando o cliente pede change order, como se faz a reprecificação? Essa reprecificação é consistente com a lógica do orçamento original? Quando se solicita uma “Change Order” se são para itens já vendidos / precificados em planilha orçamentária original, faz-se o ajuste das quantidades Tanto para débito quanto para crédito) e mantém-se os valores já vendidos / comprados. Quando é um item novo, que não está identificado em planilha original, o Engenheiro da obra levanta e quantifica o escopo, caso já tenha o fornecedor para executar em obra solicitada cotação e encaminha para orçamentos escopo, quantidade e preços / proposta para ajustes de planilha e aplicação e B.D.I..
  2. Vocês fazem validação paramétrica (ex: custo/m² vs obras anteriores)? Como? Sim, quando se faz a proposta de custos e aplica-se os B.D.I.s e verificado o valor final e avalia-se o custo / valor por m2 em relação a parâmetros conhecidos de mercado e obras similares para identificar desvios parciais e geral de proposta.
  3. Tem caso em que descobriu erro depois ao comparar orçado × realizado? Exemplo concreto? Não tenho estas informações dentro da Colliers, extra Colliers, quando houve diferenças significativas entre orçado e realizado, fazia-se uma reunião interna rápida entre orçamentos e suprimentos para identificação do item em defasagem para ajustes do mesmo em novas propostas. Normalmente acontecia em itens que havia uma proposta firme um fornecedor ou que o fornecedor orçado não atendia tecnicamente as condições de obra e compras e era necessário buscar outros fornecedores e nenhum conseguia manter o preço deste primeiro 5.4 Bloco D — Stakeholders e aprovações
  4. Quem decide o que em um orçamento? Qual é a alçada típica (Você, gerente de construção, Igor)? Hoje o processo de orçamentação é feito e decidido pelo orçamentista, com ajuda da área comercial quanto ao fechamento do número final.
  5. Qual é a cadência de revisões? Tem reunião semanal? O que é discutido? Há reuniões comerciais e geral semanalmente, discute-se de maneira geral o andamento dos processos e quais processos estão “na mesa”. Quanto a revisões de orçamento depende do cliente quanto a avaliações das propostas recebidas, equalizações e atendimento técnicos de todos os proponentes, além das revisões de custos solicitada buscando um valor final menor.
  6. Como a área comercial interage com o orçamento? Eles alteram premissas? Isso gera retrabalho? A área comercial interage no momento da passagem da demanda e no andamento do processo de orçamentação com a alimentação de novas informações que recebe ou obtém referente ao processo. Também no final, no fechamento da proposta interage ajustando alguma premissa e/ou parâmetro e isso as vezes gera retrabalhos.
  7. Como a engenharia (Gerente de construção) interage? Valida tecnicamente antes? O gerente de construção, área de obras comumente não costuma interagir no processo de orçamentação. Para este gerente de construção, uma vez ganha a obra o material é enviado a ele e é apresentado o processo na reunião de passagem de obra interna / “Kick off” interno. Em alguns processos devido ao tamanho da obra ou devido a solicitação do cliente de reunião, durante as equalizações técnicas e antes do fechamento da concorrência, é apresentado o processo a este gerente para que possa participar da reunião técnica com conhecimento da obra e/ou para ajudar na definição e precificação de algum parâmetro e avalição geral do processo (Custo e/ou proposta técnica). 5.5 Bloco E — Dados históricos (crítico para Atlas)
  8. Dos 300M+ em orçamentos em andamento, quantos já foram concluídos (vitoriosos ou perdidos)? Não tenho esta informação referente as propostas e ou “pipe line” de propostas da Colliers.
  9. Tem rastro de orçado × realizado em alguma obra passada? (na Colliers talvez?) Hoje ainda não temos de forma precisa essa informação entre orçado e realizado, mas com a chegada da peça da Suprimentos acredito que termos esta informação com mais clareza e precisão.
  10. Seus CPUs favoritos estão num arquivo acessível ou são “na cabeça”? Hoje estão “na cabeça”.
  11. Fornecedores recorrentes têm histórico de cotação rastreável? (precificação anterior, perfil de atendimento) Todas as cotações recebidas ficam salvas na rede da Colliers dentro da pasta do cliente com acesso a todos (Que tem autorização).
  12. Você guarda memoriais de cálculo junto com o orçamento, ou só o resultado final? Na própria planilha de orçamentação fica o memorial de cálculo, ou em aba separada ou na célula do item. 5.6 Bloco F — Uso do Sienge (pós-orçamento)
  13. Hoje, quando vocês vencem um orçamento, o que exatamente é carregado no Sienge? Ainda não está em operação o Sienge, assim, não temos nada carregado nem para nem do Sienge no processo de orçamentação. 30 . Tem dificuldade em reconciliar orçamento (Excel) com estrutura do Sienge (centros de custo, itens de compra)? Ainda não está em operação o Sienge, assim, não consigo confirmar esta informação, contudo, em experiencia anterior, ficava inviável, devido ao tempo despendido, conciliar o excell com a estrutura do Sienge, tanto para carregar do excell para o Sienge (Desconfigurando o Excell e reconfigurando no formato Sienge) quanto para descarregar do Sienge para o excell (Desconfigurando o formato Sienge e reconfigurando / formatando no formato Excell no modelo da planilha Colliers e/ou do cliente).
  14. O controle de execução (real vs baseline) acontece onde? Sienge? Excel paralelo? Não tenho esta informação.
  15. Já sentiu a dor de não ter feedback do real ao orçamento (ex: “na verdade o concreto custou X, não Y que orçamos”)? Ainda não tive, dentro da Colliers a experiencia desse “feedback”, contudo por experiencias externas de outros lugares normalmente acontece de forma informal e pontal, receber que uma forma mais estruturada, principalmente para itens de “comodities” ajudaria na precisão da precificação. 5.7 Bloco G — Oportunidades e visão
  16. Se você pudesse eliminar 1 tarefa manual do seu dia a dia, qual seria? Levantamento de escopo e quantidades
  17. O que um assistente de IA poderia fazer que te liberaria mais tempo? Levantamento de escopo e quantidades e disparo de solicitação de orçamentação para os fornecedores;
  18. Você aceitaria receber sugestões automáticas de CPUs? Que nível de confiança teria? Sim, seria validado com o recebimento da proposta e valor apresentado, para a fase de orçamentação e provavelmente em obras em escopo menores;
  19. Se tivesse validação paramétrica automática sinalizando “seu orçamento está X% acima do padrão histórico para esta tipologia” seria útil? Invasivo? Sim, seria útil não seria invasivo;
  20. O que não é para automatizar (Qual decisão você sempre quer tomar humanamente)? Aplicações de B.D.I., taxas, “k”s sobre custo e fechamento final de proposta. 5.8 Bloco H — Restrições e linhas vermelhas
  21. Tem clientes específicos (Nubank, outros) com requisitos de formato/padrão que são rígidos? Sim, tem clientes que tem formatos rígidos que apresentação de custeio / orçamentação assim como modelos de planilhas a ser seguido.
  22. Tem informação confidencial em orçamentos que não pode circular em sistemas externos (exceto o Sienge)? Sim, o custo e as margens / B.D.I. aplicado sobre o custo.
  23. Tem algum processo de auditoria interna que o orçamento precisa passar? Não tenho esta informação.
  24. Qual é o pior cenário que você imagina se “automatizarmos errado”? Entendo que “automatizando erado”, no pior cenário, ter-se-ia o custo errado da obra e teria prejuízo no processo caso não identificado e, caso identificado teria todo o “retrabalho” de fazer o levantamento e precificação. 5.9 Bloco I — Agenda pós-discovery
  25. Disponibilidade para uma 2ª rodada caso precisemos aprofundar? Sim.
  26. Quem mais eu deveria conversar? (engenheiros orçamentistas, comprador, planejador) No momento tem-se o orçamentista Lucas Montemor com quem pode-se conversar também sobre os processos de orçamentação
  27. Pode compartilhar 1 orçamento fechado completo (anonimizado) como baseline? Sim, segue o material anexo.
  28. Tem alguém externo (Consultor, outra construtora) que você admira o processo? (Benchmark) O referente ao processo de orçamentação temos hoje como becnhmark processos usados pela Térios Engenharia e Its Informov.

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