Planejamento de Obra | Preparação para Discovery
spec planejamento cronograma fluxo-caixa discovery costal
Prep para a sessão Antônio × Carolina + Gustavo (semana 2 — agenda em conquista, ~28-30/04 a confirmar). Três blocos: (1) processo tradicional padrão-mercado para referência, (2) proposta com Hit + Visor + Compass para discutir, (3) Q&A cirúrgico para a conversa. Este doc será revisado e substituído pelo discovery final após a sessão. Aqui são hipóteses e perguntas estruturadas — não afirmações definitivas.
⚠ Revisão profunda Igor 05/05 incorporada (2026-05-06): Igor revisou linha-a-linha o fluxo proposto e apontou 10 ajustes estruturais. Prep evoluído de “rascunho” para “rascunho com homologação parcial MD”. Ver meeting note canônica §4 (Bloco C).
⚠ Inputs estruturais — Igor 05/05
A revisão do MD não é incremental — afeta o núcleo metodológico do planejamento. Em ordem de impacto:
A. Sucesso de projeto — 2 níveis e 6 dimensões (NOVO)
| Camada | Dimensão |
|---|---|
| Primária (sucesso essencial) | (1) Cumprimento do prazo (final + marcos intermediários) · (2) Custo dentro do estimado (preserva margem Costal e atende combinado com cliente) · (3) Escopo entregue conforme padrões pactuados |
| Ampliada (sem falhas críticas) | (4) Sem conflitos graves entre as partes · (5) Segurança do trabalho — ausência de acidentes · (6) Sem exposição negativa relevante / preservação do relacionamento comercial |
Implicação: as 6 dimensões viram eixos monitoráveis com indicadores e alertas no agente, não só definição conceitual.
B. EAP/WBS — por frentes, não fases (PMBoK)
“A EAP / WBS deve seguir critérios PMBoK: granularidade respeitando a regra metade-ao-dobro do intervalo de apuração de avanço físico, decomposição principalmente por frentes (não fases), distinguindo hard logic × soft logic.”
C. Cronograma — 3 camadas de representação (CRÍTICO)
| Camada | Conteúdo | Público | Ferramenta |
|---|---|---|---|
| Macroplanejamento (timeline) | Marcos, fases, datas-chave, restrições maiores | Diretoria, cliente, gerência | Excel · BI · timeline visual |
| Cronograma executivo (Gantt) | Rede detalhada · caminho crítico · análise · reprogramação | Engenheiro de planejamento | MS Project · Primavera |
| Microplanejamento (operacional) | Janela 1-2 semanas / 1 mês · linguagem de campo · ação concreta | Mestres, supervisores, encarregados, engenheiros de produção/segurança | Documento dinâmico atualizado |
Hipótese de valor (Igor): “parte relevante do ganho não está em produzir um Gantt melhor, mas em converter o planejamento técnico em instrução operacional compreensível e atualizada para a ponta.”
D. Cronograma de suprimentos (artefato derivado obrigatório)
Output crítico do planejamento que deriva do cronograma de obra + lead times de fornecedores. Equilíbrio:
- Entrega cedo demais: caixa + estoque + ocupação canteiro + risco perda
- Entrega tarde demais: quebra sequência + espera de equipe + pressão prazo/custo
E. Sequenciamento — FF / SF / SS / FS + lags + calendários
Igor expandiu além de FS/FF/SS:
- 4 tipos de relação: FS (finish-start), SS (start-start), FF (finish-finish), SF (start-finish)
- Lags / leads / latências quando aplicáveis
- Calendário do projeto = input crítico (dias úteis, jornadas, restrições)
- Calendário de recursos = capacidade real
F. Alocação de recursos — capacidade teórica × executável
“9 mulheres não fazem um filho em 1 mês.”
Camadas: capacidade teórica (planejada) × capacidade executável (viável operacionalmente) · detecção de superalocação · reequilíbrio após cada revisão de cronograma.
G. Linha de base + comunicação contratual obrigatória
“Independentemente da exigência contratual de aprovação da baseline pelo cliente, desvios relevantes em marcos intermediários ou prazo final devem gerar comunicação formal ao cliente, com rastreabilidade e eventual abertura de processo de repactuação/aditamento contratual. Caso contrário, abre brecha para litígios e multas.”
H. Medição física — dor estrutural
“Aqui temos um dos maiores desafios da construção civil. Fazer a medição em si não é difícil, mas apurar em campo os respectivos avanços normalmente custa muito caro. Temos que pensar em algum processo ou tecnologia que traga dinamismo e redução de custo para este processo, que é cíclico do primeiro ao último dia do projeto.”
I. Fluxo de caixa pari passu — interconectado
| Interconexão | Fonte de regras |
|---|---|
| Contrato | Medição, faturamento, retenção, marcos, prazos pgto/recebimento |
| F&OP / Planejamento financeiro | Gestão consolidada de exposição de caixa |
| Suprimentos | Negociar pagamento alinhado ao recebimento (pari passu) |
Diretriz Igor: “sempre que possível, a estratégia de suprimentos deve buscar condições de contratação e pagamento alinhadas ao ciclo de recebimento do contrato, reduzindo desembolso antecipado pela Costal.”
J. Replanejamento — recomposição sistêmica (não só ajuste de prazo)
Ajuste conceitual crítico:
“O replanejamento nunca é exclusivamente temporal (prazos), ele sempre envolve custos, equipes, etc. Precisamos ter uma visão sistêmica deste assunto.”
As 7 dimensões do replanejamento:
- Cronograma
- Histogramas / alocação de recursos
- Curva S
- Cronograma de suprimentos
- Fluxo de caixa
- Exposição contratual + necessidade de comunicação/aditivo
- Margem esperada e viabilidade executiva
Princípio: “replanejamento = reequilíbrio sistêmico do projeto, não apenas ajuste de prazo.”
→ Capacidade do agente de Planejamento (codinome a definir): propagar impacto entre camadas, mostrar efeitos cruzados, apoiar decisão entre alternativas de recomposição.
0. Contexto e objetivo
Planejamento de obra é o elo entre o orçamento aprovado e a execução em campo. Sem cronograma firme, fluxo de caixa cai no escuro; sem replanejamento estruturado, atrasos viram disputas contratuais. Para a Costal — construtora digital — planejamento é candidato natural a ser integrado ao Lake e ao Sienge desde o dia um.
Objetivo desta discovery: mapear o processo atual (ou intencionado) com precisão suficiente para:
- Desenhar o agente Hit (Planejamento — Onda 2) com inputs/outputs concretos
- Decidir o que vive em ferramentas de cronograma especializadas (MS Project, Primavera) e o que vive no Sienge + Lake
- Entender como EAP, durações, sequenciamento, curva S e fluxo de caixa são produzidos hoje pelos PMs
- Validar o princípio Igor: o cronograma deve retroalimentar o orçamento (paramétrico) para a próxima obra
0.1 Premissas a validar antes da reunião
⚠ Pedro / Antônio precisam confirmar antes de marcar a sessão:
- Carolina Araújo é a interlocutora correta? — Carolina aparece no organograma Colliers CTS/SPS sob Igor com papel duplo: Gerenciamento de Projetos + Gerenciamento Construtivo (SPS). Hipótese: ela faz/coordena planejamento Costal por extensão do papel SPS. Confirmar com Igor ou Rafael.
- Gustavo Moreira é mesmo PM Costal? — Gustavo não aparece no organograma Costal R01 nem no Colliers (pessoas — não-mapeados). Hipótese: PM externo, terceirizado, ou referência informal. Pedro precisa confirmar com Igor/Rafael.
- Sessão única ou separada? — se Carolina e Gustavo têm escopos diferentes (ex: Carolina cuida de obra Colliers SPS / Gustavo cuida de obra Costal), faz sentido sessões separadas. Se forem complementares no mesmo escopo, sessão única.
- Há obra em execução hoje com cronograma vivo na Costal? — premissa: ainda não. Discovery pode mapear (a) modelo intencionado Costal; (b) modelo SPS Colliers atual (Carolina como benchmark); (c) modelo legado Costal pré-aquisição.
0.2 Premissas de entrada já registradas
- [fato] Sienge possui módulo de Planejamento e Controle de Obras nativo (guia Sienge §2.3.3) — Gantt, Curva S, medição de avanço físico, controle de produtividade
- [fato] Sienge processa linha de base carregada pelo orçamento aprovado (Atlas → Sienge)
- [hipótese] Mercado mistura MS Project / Primavera P6 (cronograma) com Excel (curva S e fluxo de caixa) — Sienge nativo é menos comum como ferramenta de planejamento
- [hipótese Igor] “Estimativas de duração devem ser calibradas com histórico real” — base para Hit
- [hipótese mercado] Em obra civil, ~30-50% das durações estimadas estão erradas em > 20% — fonte de atraso e disputa
- [hipótese arquitetural] Hit lê o orçamento aprovado (Atlas) + base histórica (Lake) → produz EAP, sequenciamento, durações, cronograma e curva S sugeridos para o PM revisar
1. Cadeia de valor do planejamento (alto nível)
flowchart LR A[Orçamento<br/>aprovado] --> B[EAP<br/>decomposição] B --> C[Durações<br/>estimadas] C --> D[Sequenciamento<br/>precedências] D --> E[Recursos<br/>alocados] E --> F[Cronograma<br/>Gantt] F --> G[Caminho<br/>crítico] G --> H[Curva ABC<br/>insumos] H --> I[Curva S<br/>físico-financeira] I --> J[Fluxo de<br/>caixa] J --> K[Linha de base<br/>aprovada] K --> L[Execução<br/>e medição] L --> M[Replanejamento<br/>quando necessário] M -->|nova baseline| K L --> N[Aprendizado<br/>histórico]
Essa é a cadeia ideal. Na prática, cada construtora tem variações — o objetivo da discovery é mapear a variação específica dos PMs Costal/SPS.
2. Processo tradicional (referência — como é feito no mercado)
2.1 Fluxo detalhado
flowchart TB subgraph ENTRADA["Entrada"] ORC[Orçamento<br/>aprovado] ESCOPO[Escopo<br/>contratual] PREMISSAS[Premissas<br/>técnicas] RESTRIC[Restrições<br/>cliente · canteiro] end subgraph EAP["Estrutura Analítica"] DECOMP[Decomposição<br/>por fases] ATIV[Atividades<br/>terminais] WBS[WBS<br/>códigos] DECOMP --> ATIV ATIV --> WBS end subgraph DURACAO["Estimativa de Durações"] EXPER[Experiência<br/>do planejador] HIST[Histórico<br/>obras similares] BENCH[Benchmark<br/>SINAPI · TCPO] FORN[Datas<br/>fornecedores] EXPER --> DUR[Duração<br/>final] HIST --> DUR BENCH --> DUR FORN --> DUR end subgraph SEQUEN["Sequenciamento"] PRECED[Precedências<br/>técnicas] FOLGA[Folgas<br/>buffer] REC[Restrições<br/>de recurso] PRECED --> SEQ[Rede<br/>de atividades] FOLGA --> SEQ REC --> SEQ end subgraph CRONO["Cronograma"] GANTT[Diagrama<br/>de Gantt] CRIT[Caminho<br/>crítico] SUBSTASKS[Sub-cronogramas<br/>por disciplina] GANTT --> CRIT GANTT --> SUBSTASKS end subgraph CURVAS["Curvas e Caixa"] ABC[Curva ABC<br/>insumos] S[Curva S<br/>físico-financeira] CAIXA[Fluxo de caixa<br/>entradas × saídas] ABC --> S S --> CAIXA end subgraph BASE["Linha de Base"] REVISAO[Revisão<br/>gerente obra] APROV_INT[Aprovação<br/>interna] APROV_CLI[Aprovação<br/>cliente<br/>se exigida] BASE_FINAL[Baseline<br/>congelada] REVISAO --> APROV_INT APROV_INT --> APROV_CLI APROV_CLI --> BASE_FINAL end subgraph EXECUCAO["Execução e Replanejamento"] MEDIC[Medição<br/>física semanal] DESVIO[Análise<br/>desvio] REPL[Replanejamento<br/>se necessário] MEDIC --> DESVIO DESVIO --> REPL end ENTRADA --> EAP EAP --> DURACAO DURACAO --> SEQUEN SEQUEN --> CRONO CRONO --> CURVAS CURVAS --> BASE BASE --> EXECUCAO style ENTRADA fill:#f0f0f0 style BASE fill:#e8f5e8 style EXECUCAO fill:#fff4e8
2.2 Etapas com detalhe de como é feito em construtora padrão
| # | Etapa | Ferramentas típicas | Atividade humana | Duração típica |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Recepção do orçamento aprovado | Excel (handoff de Leandro) + Word (escopo) + Sienge (linha de base parcial) | PM recebe orçamento e contrato; lê escopo; identifica restrições | dias |
| 2 | Estruturação da EAP | MS Project / Primavera / Excel | Decompor escopo em fases → pacotes de trabalho → atividades terminais; codificar (WBS) | dias-semanas |
| 3 | Estimativa de durações | Experiência + planilhas históricas + SINAPI/TCPO + e-mails fornecedor | Para cada atividade: quanto tempo? Mistura de feeling, histórico e benchmark; raramente sistemático | semanas — gargalo |
| 4 | Sequenciamento | MS Project / Primavera | Definir precedências técnicas (FF, FS, SS); identificar atividades paralelas; aplicar folgas | dias |
| 5 | Alocação de recursos | MS Project / Primavera / Excel | Mão-de-obra, equipamentos, equipes; resolução de conflitos de recurso | dias |
| 6 | Cálculo do caminho crítico | MS Project / Primavera (automático) | Identificar atividades sem folga; risco de atraso direto na entrega | horas |
| 7 | Curva ABC de insumos | Excel | Ranquear insumos por valor consumido; foco gerencial em ABC | horas |
| 8 | Curva S físico-financeira | Excel + dados do cronograma | Distribuir valor financeiro ao longo do cronograma físico; acumulado | dias |
| 9 | Fluxo de caixa | Excel + cláusulas contratuais (medição, pagamento, retenção) | Entradas (medições previstas) × saídas (pagamentos a fornecedores, mão-de-obra, BDI); identificar gaps | dias |
| 10 | Sub-cronogramas por disciplina | MS Project ou Primavera | Detalhamento por disciplina (estrutura, alvenaria, instalações, acabamento, etc.) | dias |
| 11 | Análise de cenários | Quase nunca feita formalmente | What-if (atraso fornecedor X, falha técnica Y, mudança escopo Z) — mais comum: simulação informal | horas — quando feita |
| 12 | Revisão com gerente de obra | Reunião + planilha + cronograma impresso | Validação técnica e plausibilidade operacional | dias |
| 13 | Aprovação interna + cliente | Reunião + envio formal | Diretoria interna + cliente (se exige aprovação contratual) | semanas |
| 14 | Linha de base congelada | Sienge + arquivo MSP/MPP | Carga no Sienge; arquivo MPP arquivado como referência | horas |
| 15 | Medição física (execução) | Sienge + planilhas de campo + WhatsApp | Engenheiro de campo mede semanalmente; gerente consolida | semanal |
| 16 | Análise de desvio | Excel + Curva S real vs prevista | Quanto se desviou? Onde? Por quê? | horas-dias |
| 17 | Replanejamento | MS Project / Primavera (re-baseline) | Quando o desvio é estrutural, refaz cronograma + curva S + fluxo de caixa | dias-semanas |
2.3 Pontos de dor típicos (hipóteses a validar com Carolina/Gustavo)
| Dor | Descrição | Evidência |
|---|---|---|
| EAP sem template firme | Cada planejador faz a EAP do seu jeito; difícil benchmark cross-obra | Padrão; muito comum |
| Durações “no feeling” | Estimativas baseadas em experiência individual; raramente calibradas com histórico real | Igor: “estimativas devem ser calibradas com histórico” |
| Histórico disperso | Cada obra em arquivo MPP/MPX separado, em pasta local — sem base única consultável | Padrão; alta perda de aprendizado |
| Curva S manual | Agregação física × financeira em Excel; demora; suscetível a erro | Padrão |
| Fluxo de caixa por obra é manual | Cada PM monta o seu; reconciliação com Sienge fragil | Padrão |
| Cenários what-if quase não existem | Custa muito tempo; só feito quando crise instalada | Padrão |
| Replanejamento tardio | Só refaz baseline quando atraso é gritante; perde-se valor de ajuste fino | Padrão |
| Caminho crítico ignorado | Equipe foca atividade que está atrasada visualmente, não na crítica para entrega | Padrão |
| Sienge subutilizado para planejamento | Cronograma vive no MS Project / Primavera; Sienge só recebe baseline final | Padrão |
| Medição física desconectada do orçamento | Engenheiro mede em planilha; reconciliação com Atlas quase manual | Padrão |
| Aprendizado para próxima obra perdido | Lições do desvio não viram input para Hit/Atlas no próximo orçamento | Padrão; alta prioridade Costal |
| Conflitos de recurso ignorados | Mesma equipe alocada em 2 atividades simultâneas — descobre só quando atrasa | Padrão |
| Restrições de fornecedor não capturadas | Lead-time real só aparece quando passa do prazo | Padrão |
| Mudança de escopo (change order) não retroalimenta cronograma | CO entra como “adiantamento” sem revisar baseline formal | Padrão |
2.4 Papéis envolvidos (tipicamente)
| Papel | Responsabilidade |
|---|---|
| Gerente de projetos / planejador (Carolina? Gustavo?) | Estruturação da EAP, estimativas, cronograma, curva S, fluxo de caixa |
| Gerente de obra | Validação técnica, plausibilidade, alocação de equipe, medição |
| Engenheiro de campo | Execução da medição física semanal |
| Comercial / Gerência de Contratos | Cronograma de medição contratual e pontos de pagamento |
| Suprimentos | Confirmação de lead-time de fornecedores |
| Engenharia / Orçamento (Leandro) | Insumos para curva ABC; CPUs para curva S |
| Financeiro | Fluxo de caixa consolidado da empresa (não só obra) |
| Diretor / sócio (Igor) | Aprovação de baseline e replanejamentos materiais |
2.5 Métricas-chave de planejamento (referência mercado)
| Métrica | O que mede | Fórmula |
|---|---|---|
| SPI (Schedule Performance Index) | Eficiência de prazo | EV / PV |
| CPI (Cost Performance Index) | Eficiência de custo | EV / AC |
| % Avanço Físico | Quanto da obra está pronto | Σ(quantitativo executado × peso) / Σ(quantitativo total × peso) |
| % Avanço Financeiro | Quanto do contrato foi medido | Valor medido / Valor contrato |
| Desvio de Curva S | Diferença físico × financeiro real vs previsto | Curva real − Curva prevista |
| Caminho crítico em risco | Folga negativa em atividade crítica | Folga < 0 |
3. Proposta: Hit + Visor + Compass
3.1 Princípio arquitetural
O processo tradicional é linear, fragmentado em ferramentas (MS Project + Excel + e-mail) e baseado em conhecimento individual do planejador. A proposta Costal é integrada ao orçamento (Atlas), à execução (Visor) e ao histórico (Lake) — fechando o ciclo de aprendizado.
- Estruturação de EAP + estimativa + cronograma + curva S + fluxo de caixa → Hit (Onda 2)
- Captura de avanço real e desvio → Visor (Onda 2)
- Gestão de projetos cross-cutting → Compass (Onda 3)
- Visualização → Viz (Onda 3)
Aplicado: “Formação do plano → Hit + ferramentas especializadas; Formalização → linha de base no Sienge; Memória → Data Lake”.
3.2 Arquitetura proposta
flowchart TB subgraph INPUT["Entrada"] ATLAS_OUT[Atlas:<br/>orçamento aprovado] CONTRATO[Sienge: contrato<br/>+ cronograma medição] ESCOPO[Escopo<br/>contratual] end subgraph HIT["Hit — Planejamento"] EAP_IA[EAP sugerida<br/>por tipologia<br/>+ histórico] DUR_IA[Durações<br/>paramétricas<br/>vs base histórica] SEQ_IA[Sequenciamento<br/>com precedências<br/>conhecidas] REC_IA[Alocação<br/>recursos<br/>capacidade real] GANTT_IA[Gantt sugerido<br/>+ caminho crítico] CURVA_IA[Curva S<br/>+ Curva ABC] CAIXA_IA[Fluxo de caixa<br/>auto-gerado] CENARIOS[Cenários<br/>what-if<br/>automáticos] EAP_IA --> DUR_IA DUR_IA --> SEQ_IA SEQ_IA --> REC_IA REC_IA --> GANTT_IA GANTT_IA --> CURVA_IA CURVA_IA --> CAIXA_IA GANTT_IA --> CENARIOS end subgraph HUMAN["Humano no loop"] CAROLINA[Carolina/Gustavo:<br/>revisa, ajusta,<br/>aprova baseline] GERENTE[Gerente de obra:<br/>validação técnica] IGOR[Igor:<br/>aprovação<br/>baseline] end subgraph LAKE["Data Lake Costal"] HIST_PLAN[Histórico<br/>cronogramas] HIST_DUR[Histórico<br/>durações<br/>realizadas] HIST_DESV[Histórico<br/>desvios] BENCH_TIPO[Benchmarks<br/>por tipologia] HIST_PLAN --> BENCH_TIPO HIST_DUR --> BENCH_TIPO HIST_DESV --> BENCH_TIPO end subgraph SIENGE["Sienge"] SIENGE_PLAN[Sienge Planejamento<br/>cronograma<br/>+ Gantt] SIENGE_LB[Sienge Engenharia<br/>linha de base] SIENGE_FIN[Sienge Financeiro<br/>fluxo de caixa<br/>realizado] SIENGE_LB --> SIENGE_PLAN SIENGE_PLAN --> SIENGE_FIN end subgraph EXEC["Execução"] VISOR[Visor:<br/>captura avanço<br/>físico real] DIARIO[Diário<br/>de obra] FOTO[Fotos · drones<br/>· nuvens de pontos] VISOR --> DIARIO VISOR --> FOTO end subgraph OUTPUT["Saídas"] BASELINE[Baseline<br/>aprovada] DASH[Dashboard<br/>SPI · CPI · Curva S] ALERTA[Alertas<br/>desvio crítico] APRENDIZ[Aprendizado<br/>p/ próxima obra] end INPUT --> HIT LAKE -.->|contexto| HIT HIT --> HUMAN HUMAN --> BASELINE BASELINE --> SIENGE SIENGE --> EXEC EXEC -.->|avanço real| HIT EXEC -.->|fechamento de obra| LAKE HIT --> DASH EXEC --> DASH EXEC --> ALERTA LAKE --> APRENDIZ style HIT fill:#f5f0ff,stroke:#6b4e8d style LAKE fill:#e8f5e8,stroke:#2e7d32 style SIENGE fill:#e8f4f8,stroke:#2e75b6 style HUMAN fill:#fff4e8,stroke:#c65911 style EXEC fill:#f5f0ff,stroke:#6b4e8d
3.3 Capacidades do Hit (mapeamento por etapa)
| Etapa tradicional | Capacidade Hit | Ganho esperado |
|---|---|---|
| Estruturação de EAP | Sugestão de EAP por tipologia (residencial vertical, comercial, retrofit, industrial); reuso de WBS de obras similares | Reduz dias para horas; padroniza cross-obra |
| Estimativa de durações | Paramétrico contra histórico real (Lake); ajusta por porte, tipologia, região, fornecedor; sinaliza incerteza | Substitui “no feeling” por dados; calibração que Igor pediu |
| Sequenciamento | Precedências técnicas conhecidas + folgas calibradas com obras similares | Reduz erro de sequenciamento técnico |
| Alocação de recursos | Conflitos detectados automaticamente; sugestão de re-alocação | Elimina “descobre depois que atrasou” |
| Caminho crítico | Cálculo automático + alertas quando crítico fica em risco | Padrão de ferramenta; mantém |
| Curva ABC | Auto-geração a partir do orçamento (Atlas) | Elimina trabalho manual |
| Curva S | Auto-geração combinando cronograma físico × valores financeiros | Elimina trabalho manual; padroniza |
| Fluxo de caixa | Auto-geração: medições previstas × pagamentos previstos × cláusulas contratuais (retenção, prazo) | Reduz dias para minutos; consistência cross-obra |
| Cenários what-if | Simulação automática (atraso fornecedor X, mudança escopo Y); impacto em prazo + curva S + caixa | Capacidade nova — hoje quase inexistente |
| Replanejamento | Detecção automática de desvio estrutural; proposta de re-baseline | Acelera ciclo; reduz “deixei pra ver depois” |
| Aprendizado | Cada obra fechada vira input para Hit/Atlas na próxima | Loop crítico — fundamento da Construtora Digital |
| Reconciliação Sienge | Carga automática da baseline + medições → Sienge | Elimina retrabalho de carga manual |
3.4 Integração com Sienge (contrato técnico)
- Hit lê do Sienge: linha de base do orçamento (
SALES_CONTRACT_ISSUED,BASELINE_LOADED); cronograma de medição contratual; cláusulas financeiras (retenção, prazo de pagamento, índice) - Hit escreve no Sienge: cronograma físico-financeiro aprovado; sub-cronogramas; baseline congelada
- Hit reage a webhooks:
MEASUREMENT_REGISTERED(Visor mediu avanço físico) → recalcula SPI/CPI/curva S real;PURCHASE_ORDER_DELAYED→ simula impacto no caminho crítico - Hit ↔ Lake: durações realizadas, desvios e padrões de tipologia voltam para o Lake como benchmark para próximas obras
Ver detalhes em sienge §5 (mapeamento agente × módulo).
3.5 Ganhos esperados (quantitativos a validar com Carolina/Gustavo)
| Métrica | Hoje (hipótese) | Com Hit (hipótese) | Método de medição |
|---|---|---|---|
| Tempo de produção da baseline (obra média) | 2-4 semanas | 3-5 dias | Comparação pré/pós |
| Erro médio na duração estimada por atividade | 20-40% | < 10% | Cruzamento prévio × realizado (Lake) |
| % de obras com replanejamento estruturado | < 30% | > 80% | Hit logs |
| Tempo entre desvio detectado e replanejamento aplicado | semanas | dias | Visor → Hit timestamp |
| % de cenários what-if rodados antes da baseline | quase 0% | > 60% | Hit logs |
| Erro do fluxo de caixa previsto vs realizado | 15-30% | < 8% | Sienge Financeiro × baseline Hit |
3.6 Pré-requisitos (o que Hit precisa para funcionar bem)
- Atlas em produção ou pelo menos baseline carregada no Sienge — Hit consome orçamento aprovado
- Histórico de cronogramas Colliers SPS / Costal pré-aquisição ingerido no Lake — fundamental para paramétrico
- API Sienge módulo Engenharia/Planejamento ativa — leitura/escrita de cronograma + linha de base
- Visor em produção (Onda 2) ou alternativa de captura de avanço físico — sem ela, ciclo de aprendizado quebra
- Padronização mínima de tipologias Costal — Hit precisa saber “que tipo de obra é essa” para escolher EAP-base
- Buy-in de Carolina/Gustavo + gerente de obra — sem eles validando o output, agente nasce morto
3.7 Riscos e gaps conhecidos
- [risco] Costal sem histórico próprio — Hit nasce dependente de SINAPI/TCPO + Colliers SPS; precisa tempo de calibração
- [risco] Histórico Colliers SPS pode não estar estruturado para análise paramétrica (planilhas dispersas) — R-002
- [gap] Tipologias Costal não definidas formalmente — bloqueia paramétrico inicial
- [gap] Decisão MS Project × Primavera × Sienge nativo × outro — não tomada
- [gap] Carolina vs Gustavo — escopo de cada um não confirmado
- [dependência] D-007 — Hit (Onda 2) depende de Atlas (Onda 1) + Lake + Visor (Onda 2)
4. Diferenças-chave tradicional × proposta
| Dimensão | Tradicional | Com Hit |
|---|---|---|
| Onde o cronograma vive | MS Project / Primavera local + Excel | Hit (consolidado com Atlas + Lake + Sienge) |
| EAP | Cada planejador faz a sua | Sugestão por tipologia + reuso |
| Durações | ”No feeling” do planejador | Paramétrico contra histórico real |
| Curva S | Excel manual | Auto-gerada |
| Fluxo de caixa | Excel manual por obra | Auto-gerado integrado |
| Cenários what-if | Quase nunca | Padrão antes de aprovar baseline |
| Replanejamento | Tardio, só com crise | Detecção contínua, ação rápida |
| Aprendizado p/ próxima obra | Perdido | Loop fechado via Lake |
| Reconciliação cronograma × Sienge | Manual e frágil | Automática via API |
| Onde mora a fonte oficial | Arquivo MPP/MPX local | Hit + Sienge (baseline) + Lake (memória) |
5. Q&A para a sessão com Carolina/Gustavo
Instrução para Antônio: usar como roteiro. As perguntas estão organizadas por bloco temático. Em cada bloco, começar pelas perguntas abertas e fechar com perguntas pontuais. Anotar respostas no template _templates/discovery-session.md — registrar fato vs hipótese vs premissa vs gap explicitamente. Como o papel de Gustavo não está confirmado (§0.1), começar a sessão confirmando o escopo de cada um.
5.0 Bloco-zero — Confirmação de papel
Antes de tudo: “Carolina e Gustavo — qual é exatamente o papel de cada um hoje em planejamento Costal? Vocês cuidam das mesmas obras ou de obras diferentes? Quem coordena o quê?“
5.1 Bloco A — Estado atual do planejamento
- Como vocês descreveriam, em 3-5 minutos, o ciclo completo de planejamento de uma obra — desde o orçamento aprovado até a obra entrar em execução? (pergunta aberta)
- Quantas obras estão em execução hoje sob coordenação de vocês? (Costal? Colliers SPS?)
- Qual é o tempo médio de produção da baseline (do orçamento aprovado até cronograma congelado)?
- Qual ferramenta vocês usam para cronograma? (MS Project, Primavera P6, Excel, Sienge nativo, outra?)
- Como o Sienge participa hoje do planejamento? (recebe baseline final? é fonte? é destino?)
5.2 Bloco B — EAP e estruturação
- Como você monta a EAP de uma obra nova? Do zero ou tem template por tipologia?
- Há padrão de codificação WBS interno (Costal/SPS)? Ou cada obra é uma codificação?
- Quanto tempo leva da entrega do orçamento até EAP fechada?
- Há reuso de EAPs de obras anteriores? Como?
- Tipologias mais comuns na sua carteira: residencial vertical? comercial? retrofit? industrial?
5.3 Bloco C — Estimativa de durações
- Como vocês estimam duração de cada atividade? Histórico, experiência, benchmark?
- Vocês têm base histórica de durações realizadas acessível? Onde?
- Quão calibradas são as estimativas? (margem de erro típica)
- Lead-time de fornecedores — entra na duração? Como?
- Buffers/folgas — vocês aplicam? Que critério?
- Já tiveram erro grosseiro de duração que virou disputa contratual? Exemplo?
5.4 Bloco D — Sequenciamento e caminho crítico
- Como definem precedências? Já têm padrão por tipologia ou monta caso a caso?
- Caminho crítico — vocês monitoram ativamente? Como?
- Conflitos de recurso (mesma equipe em 2 atividades) — como detectam?
- Sub-cronogramas por disciplina — produzem? Quem consome?
5.5 Bloco E — Curvas e fluxo de caixa
- Curva S — vocês produzem manualmente em Excel? Tempo gasto?
- Curva ABC de insumos — produzem? Como usam?
- Fluxo de caixa por obra — quem produz? Em que ferramenta?
- Cláusulas contratuais financeiras (retenção, prazo, índice de reajuste) — como entram no fluxo?
- Reconciliação fluxo previsto × realizado — como fazem? Frequência?
5.6 Bloco F — Análise de cenários
- Cenários what-if — vocês fazem? Que tipo? Frequência?
- Já fizeram simulação de impacto de atraso fornecedor X? Como?
- Mudança de escopo (change order) — como reflete no cronograma?
- Crise de obra — qual foi o último replanejamento estruturado? Como foi?
5.7 Bloco G — Execução e medição
- Como o avanço físico é capturado em campo? Quem faz?
- Frequência de medição? (Diária, semanal, quinzenal?)
- Como comparam avanço real × baseline? Em que ferramenta?
- SPI / CPI — calculam? Comunicam para quem?
- Alertas de desvio crítico — como funcionam hoje?
- Replanejamento — em média, quantas vezes acontece numa obra de 12-24 meses?
5.8 Bloco H — Histórico e aprendizado
- Onde ficam os arquivos MPP/MPX/Excel das obras passadas? (pasta local? SharePoint? cada PM tem o seu?)
- Quantas obras concluídas acessíveis para consulta? (Costal? Colliers SPS?)
- Lições aprendidas ficam onde? Viram input para próxima obra?
- Já identificaram desvios sistemáticos (sempre subestimam atividade X)? Por que ainda subestimam?
5.9 Bloco I — Stakeholders
- Quem aprova a baseline final?
- Cliente participa da aprovação do cronograma? Quando?
- Comercial influencia o cronograma (datas-marco contratuais)?
- Suprimentos — como interagem (lead-time)?
- Engenharia / Orçamento (Leandro) — como recebem dados?
5.10 Bloco J — Oportunidades e visão
- Se vocês pudessem eliminar 1 tarefa manual, qual seria?
- O que um assistente IA poderia fazer que liberaria mais tempo?
- Aceitariam EAP sugerida automaticamente com revisão? Confiança?
- Estimativa de duração paramétrica com sinalização de incerteza — útil ou invasivo?
- Cenários what-if automáticos antes de aprovar baseline — útil?
- O que NÃO automatizar — qual decisão sempre humana?
5.11 Bloco K — Restrições e linhas vermelhas
- Clientes específicos com requisitos rígidos de cronograma (formato, granularidade, ferramenta)?
- Informação confidencial em cronogramas que não pode circular em sistemas externos?
- Pior cenário se “automatizarmos errado”?
5.12 Bloco L — Agenda pós-discovery
- Disponibilidade para 2ª rodada caso precisemos aprofundar?
- Quem mais devo conversar (gerente de obra, engenheiro de campo, planejador júnior)?
- Pode compartilhar 1 baseline + 1 cronograma final de obra concluída (anonimizada) como referência?
- Benchmark externo que admiram?
6. Follow-up e próximos passos
Após a sessão com Carolina/Gustavo:
- Antônio — preencher
02-costal/specs/discovery-planejamento.md(doc final) com achados, atualizando este prep como histórico - Antônio — promover sinais para camadas canônicas (runbook)
- Antônio — agendar sessão complementar com gerente de obra (validação técnica de durações)
- Pedro — confirmar papel Gustavo Moreira; registrar em gustavo-moreira (criar se necessário)
- Gabriel + Antônio — atualizar agente Hit com inputs/outputs concretos e fontes de dados
- Pedro — decidir se ferramenta de cronograma é MS Project, Primavera, Sienge nativo ou stack próprio (decisão arquitetural pendente)
- Rafael — agendar 2ª rodada se necessário; conversa com gerente de obra; conversa com engenheiro de campo
7. Ver também
- Agente Hit — Planejamento
- Agente Compass — Projetos
- Agente Viz — Designer
- Agente Visor — Controle de Obras
- Agente Atlas — Orçamentação (predecessor direto de Hit)
- Prep Orçamentação (Antônio × Leandro)
- Contratos (Antônio × Tayani)
- Sienge — guia de arquitetura §2.3.3 (módulo Planejamento)
- Mapeamento operacional Sienge Costal
- SPS
- Gustavo Moreira (a confirmar)
- Missão Antônio
- Template de discovery
Documento preparado por Pedro Villa + Axios em 2026-04-27. Revisão e execução por Antônio Pavanelli. Após a sessão com Carolina/Gustavo, virar discovery-planejamento.md com achados reais.